Poesia de Cordel

Ninguém foge ao seu destino

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Canção da opereta Zé do Telhado

Quando nasce uma pessoa
Traz o destino marcado:
Ou a sorte a abençoa
Ou a tenta o vil pecado.

Mas se alguém há que não queira[1]
Crer em Deus pr’a lhe dar sorte,
Antes procurar a morte,
Que andar sem eira nem beira.

A sorte só favorece quem
Na vida uma boa estrela tem
Mas com fé até parece
Que a vida nos fica mais bela também.

Bis, coro

Ninguém foge ao seu destino,
A sorte não cai do céu.
Já se traz de pequenino,
A sina que Deus nos deu.

Mas não vá perder a calma,
Que a ter fé ninguém o obriga,
Basta só ter fé na alma[2]
Duma pobre rapariga.

Estribilho

A sorte só favorece quem… etc.

Maestro Jaime Mendes, 1944

[1] No original: “Mas porém se há quem não queira”.
[2] No original: “Vale mais ter fé na alma”.

Pauta de José Luís, filho de Celeste Simões.
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